Prêmio Nobel da Paz é concedido à Maria Corina Machado

A líder da oposição na Venezuela, Maria Corina Machado, foi anunciada nesta sexta-feira como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, segundo comunicado oficial do Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo. O reconhecimento consagra anos de luta em defesa da liberdade, da democracia e dos direitos civis em um dos regimes mais autoritários do continente.

De acordo com o comitê, o prêmio foi concedido pelo “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela” e pela “busca de uma transição justa e pacífica de ditadura para democracia”. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, destacou:

“Quando os autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem.”

Corina Machado se tornou símbolo da resistência ao regime de Nicolás Maduro, enfrentando perseguições, processos políticos e constantes ameaças. Em 2024, tentou disputar as eleições presidenciais, mas foi impedida judicialmente pelo governo venezuelano, que posteriormente articulou apoio a outro candidato da oposição, num processo amplamente contestado pela comunidade internacional.

Estado de comoção': entenda medida que Maduro avalia aplicar na Venezuela  em reação a ameaças dos EUA — Brasil de Fato

Desde julho, Machado vive na clandestinidade, após ser detida durante protestos contra o regime e posteriormente liberada sob vigilância. Sua situação de segurança permanece delicada, e há dúvidas sobre sua participação presencial na cerimônia de entrega do prêmio, marcada para 10 de dezembro, em Oslo.

O Prêmio Nobel da Paz, avaliado em 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões), simboliza não apenas o reconhecimento individual, mas também o clamor global por liberdade e justiça na Venezuela.

Corina Machado, conhecida por sua firmeza e coragem, junta-se agora a uma lista de líderes e ativistas que marcaram a história pela defesa da dignidade humana e da democracia — um prêmio que ecoa além das fronteiras, como um grito de esperança para um povo que há anos vive sob repressão.

Marcado:

Siga nossas Redes Sociais

Entre em nosso Grupo no Whatsapp

O diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido por produções de cunho político e histórico, está à frente de um novo longa-metragem intitulado “Dark Horse”, que abordará o atentado sofrido pelo então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. A produção começou em 20 de outubro de 2025 e tem estreia prevista para 2026, prometendo...

Veja Mais Notícias