Virada na Câmara: Hugo Motta Pauta Anistia de 8 de Janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, surpreendeu o meio político ao confirmar aos líderes partidários que o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro será, de fato, pautado para votação. A decisão representa uma guinada em relação às declarações anteriores do parlamentar, que vinha reiteradamente afirmando que o tema não entraria em pauta por ser considerado “polarizado” e capaz de acirrar os ânimos no Congresso.

A mudança de posição de Motta é fruto de intensa pressão nos bastidores. Nas últimas semanas, a bancada conservadora, especialmente os deputados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, redobrou os esforços para forçar a análise do tema. Lideranças como Eduardo Bolsonaro têm defendido uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para todos os processados e condenados pelos eventos de janeiro de 2023, alegando que muitos foram vítimas de prisões arbitrárias e de um processo judicial que classificam como “político”.

Essa reviravolta ocorre em um momento estratégico: 2026 se aproxima, e o tema da anistia é visto como peça-chave para a mobilização do eleitorado de direita. Nos bastidores, a leitura é que a manutenção das condenações poderia manter a narrativa de “perseguição política” viva, enquanto a aprovação da anistia poderia pacificar parte da base e reorganizar forças para o próximo pleito presidencial.

O anúncio de Mota cria expectativa para um dos debates mais intensos do ano. Parlamentares de esquerda e centro já se articulam para tentar barrar ou, ao menos, restringir o alcance da medida. No Judiciário, ministros do STF e do TSE têm sinalizado que uma anistia ampla poderia deslegitimar decisões já proferidas e abrir um perigoso precedente para casos de ataques às instituições.

Para além do embate jurídico, o tema deve ganhar as ruas. Movimentos civis e associações de vítimas dos atos de 8 de janeiro prometem manifestações contrárias à proposta, enquanto grupos conservadores devem mobilizar caravanas para Brasília em apoio à anistia. A votação promete ser um verdadeiro termômetro do cenário político nacional, testando a força das bancadas, a habilidade de articulação do governo e a capacidade da oposição de capitalizar o sentimento de insatisfação popular.

O resultado desse embate pode redefinir o tabuleiro político para os próximos anos, influenciando desde alianças partidárias até o clima das eleições de 2026.

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