O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o fim das negociações diplomáticas com o governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A decisão, tomada em uma reunião com chefes militares em 2 de outubro de 2025, sinaliza uma possível escalada militar sob o argumento de combater o narcotráfico na região.

Richard Grenell, enviado especial da Casa Branca e diretor executivo do Kennedy Center, vinha conduzindo as conversas com autoridades venezuelanas havia meses. No entanto, durante a reunião, Trump telefonou a Grenell e ordenou que encerrasse todos os contatos com as autoridades venezuelanas.
A irritação do presidente norte-americano foi motivada pela recusa de Maduro em deixar o poder voluntariamente e pela negativa de Caracas de envolvimento no tráfico de drogas.
O governo dos EUA acusa o líder venezuelano de comandar cartéis que operam no país, acusação que ele nega veementemente. Em agosto, Washington dobrou a recompensa por sua prisão para US$ 50 milhões.
Trump afirmou estar disposto a usar “todos os elementos do poder americano” para impedir a entrada de drogas nos Estados Unidos. Senadores como Marco Rubio e aliados do Partido Republicano pressionam por uma estratégia de força para afastar Maduro, enquanto diplomatas alertam que isso pode arrastar os Estados Unidos para uma guerra prolongada.
Em resposta, Maduro anunciou que está se preparando para declarar estado de emergência para proteger o país no caso de um ataque dos EUA. Ele afirmou que o “processo de consulta” foi iniciado para declarar “um estado de comoção externa, de acordo com a Constituição, e proteger nosso povo, nossa paz e nossa estabilidade… caso a Venezuela seja atacada pelo império dos EUA, militarmente atacada”.
Além disso, em 3 de outubro, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que as Forças Armadas atacaram um barco em águas internacionais próximas à Venezuela, matando quatro homens. Foi a quarta ofensiva registrada contra embarcações que Washington afirma estarem envolvidas no narcotráfico.

A decisão de Trump marca uma mudança significativa na política externa dos EUA em relação à Venezuela e aumenta as tensões na região.




























