O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o grupo terrorista Hamas, prometendo um “fim veloz, furioso e brutal” caso os militantes não “façam o que é certo”. A declaração, feita nesta terça-feira (21), ocorre em meio à crescente pressão internacional pela manutenção do cessar-fogo em Gaza, que vem sendo reiteradamente violado desde a assinatura do acordo há pouco mais de uma semana.
Trump, que busca consolidar um plano duradouro de estabilidade no Oriente Médio, afirmou que a paciência americana “tem limites” diante das ações do Hamas. Em publicação nas redes sociais, o republicano revelou que aliados dos Estados Unidos demonstraram disposição para intervir militarmente em Gaza e “atacar o Hamas diretamente”, mas que ele mesmo teria orientado a todos — inclusive Israel — a “ainda não” agir, em tentativa de evitar uma escalada de guerra mais ampla.
Apesar disso, o tom da mensagem deixa claro que a postura dos EUA voltou a ser de dissuasão e força, com foco em impedir que o Hamas continue testando os limites do cessar-fogo e da diplomacia ocidental.
Desde o acordo, Israel e o Hamas trocam acusações mútuas sobre as violações, que incluem atrasos na devolução de corpos de reféns, dificuldades na entrega de ajuda humanitária e restrições na abertura das fronteiras de Gaza. Relatórios internacionais apontam que os combates esporádicos e ataques localizados continuam, comprometendo a eficácia do cessar-fogo.
A fala de Trump sinaliza uma reafirmação da política externa de segurança e contenção, com ênfase no apoio incondicional a Israel e na eliminação de organizações terroristas que ameacem a estabilidade global.
Para analistas, o discurso também serve como mensagem estratégica a Teerã e a outros grupos alinhados ao Hamas, indicando que os Estados Unidos estão dispostos a reagir de forma contundente se a violência em Gaza persistir.
Enquanto diplomatas tentam sustentar as negociações mediadas por Washington e pelo Egito, o pronunciamento de Trump reacende o debate sobre até que ponto a força militar continuará sendo o instrumento predominante da política americana no Oriente Médio.




























