O governo dos Estados Unidos intensificou sua presença militar e de inteligência na América Latina, com foco direto sobre a Venezuela. De acordo com o jornal The Washington Post, o ex-presidente Donald Trump assinou um documento confidencial que concede à CIA poderes ampliados para conduzir operações secretas contra o regime de Nicolás Maduro e grupos envolvidos com o narcotráfico.
Embora o texto não mencione de forma explícita a remoção do ditador venezuelano, a autorização abre caminho para ações estratégicas que podem resultar no colapso do regime chavista. Fontes ligadas à inteligência norte-americana indicam que o plano faz parte de uma ofensiva mais ampla no Mar do Caribe, voltada à neutralização de rotas de tráfico e ao enfraquecimento de alianças entre militares venezuelanos e organizações criminosas.

Na última sexta-feira, 17, forças militares dos EUA interceptaram e atacaram uma embarcação suspeita no Caribe, resultando na morte de três tripulantes ligados ao Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo armado colombiano com atuação também na Venezuela. Poucos dias depois, o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, anunciou novos avanços navais na região, reafirmando que o combate ao narcotráfico e ao terrorismo continua sendo prioridade estratégica de Washington.
Em reação, Nicolás Maduro declarou que o país está pronto para se defender. Segundo ele, a Venezuela conta com cerca de 5 mil mísseis antiaéreos portáteis de fabricação russa, disponíveis para uso imediato contra qualquer tentativa de incursão militar norte-americana. O ditador venezuelano também acusou os Estados Unidos de promover “atos de agressão imperialista” e de tentar justificar uma intervenção sob o pretexto de segurança internacional.
Trump, por sua vez, em uma declaração recente à imprensa, afirmou que “algo muito sério está prestes a acontecer”. Segundo o ex-presidente:
“Eles continuam vindo por terra, mas cada vez menos, porque percebem que algo vai acontecer. E estão certos. Algo muito sério vai acontecer — o equivalente do que já ocorre por mar. Vamos apenas informar o Congresso sobre o que estamos fazendo, mas temos que agir por segurança nacional, temos que fazer isso para salvar vidas.”

A tensão entre Washington e Caracas volta, assim, a atingir níveis críticos. Enquanto os EUA reforçam o discurso de que suas ações têm caráter defensivo e de combate ao tráfico, o regime venezuelano enxerga nas manobras militares um prelúdio de intervenção direta. O cenário aponta para uma nova escalada geopolítica na região, com possíveis repercussões diplomáticas e militares nos próximos dias.




























