Robert Redford parte aos 89: adeus ao artista que fez do cinema uma voz de mudança

Despedida de Robert Redford: o adeus ao ícone do cinema independente e da consciência ambiental

Morreu nesta segunda-feira, aos 89 anos, Robert Redford — ator, diretor, produtor, ativista — uma das vozes mais fortes do cinema internacional. A notícia sacode as telas e os corações de quem cresceu assistindo seus filmes clássicos, admirando seu jeito firme de fazer arte e de usar a fama para lutar por causas maiores.

De acordo com o veículo americano, a morte de Robert Redford foi confirmada por Cindi Berger, diretora executiva da agência de comunicação Rogers & Cowan PMK. Ela informou que o ator faleceu enquanto dormia, sem que a causa exata do óbito fosse divulgada.

🎬 Carreira que marcou gerações

  • Redford ganhou fama com papeis inesquecíveis em filmes como Butch Cassidy & the Sundance Kid, The Sting e All the President’s Men. Ele se tornou símbolo de elegância, autenticidade e presença marcante.
  • Nos bastidores, foi um dos grandes defensores do cinema independente. Fundou o Sundance Institute, que deu espaço para narrativas fora do circuito mainstream. Esse projeto ajudou a transformar o cenário cinematográfico e abrir portas para cineastas emergentes.
  • Também dirigiu obras que lhe renderam reconhecimento da crítica, incluindo um Oscar por Ordinary People. Mesmo afastado dos holofotes regulares como ator, manteve influência constante.
Robert Redford e Paul Newman em ‘Butch Cassidy’ 

Fora das câmeras: ativismo e legado

Redford não viveu só para filmes. Ele se tornou voz ativa na defesa do meio ambiente, participando de movimentos em prol da natureza, incentivo à sustentabilidade e proteção de espaços naturais. Seu trabalho contribuiu para despertar consciência global sobre temas urgentes.

Ele também investiu na promoção de vozes menores, menos conhecidas, com histórias profundas, muitas vezes ignoradas pelo grande público. O Sundance Festival é um dos legados que vai muito além do cinema — é espaço de renovação cultural.

Para o Brasil — e para Goiás — o nome Robert Redford se tornava familiar não só pelas atuações, mas pela postura: a arte como resistência e instrumento de reflexão. Em terra de cinema regional pulsante, sua trajetória inspira cineastas, produtores e fãs a valorizar identidade, autenticidade e narrativas comprometidas com valores humanos, sociais e ambientais.

Robert Redford durante cerimônia do Oscar em 2002

Aos 89 anos, Redford deixa uma obra vasta, que atravessa gerações — e mostra que cinema de qualidade também é possível quando há coragem, sensibilidade e comprometimento.

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