A publicitária Danielle Miranda Fonteles, conhecida por atuar em campanhas do PT, incluindo a eleição de Dilma Rousseff em 2010 e a de Rui Costa em 2014, está no centro de uma investigação após receber R$ 5 milhões em seis parcelas entre novembro de 2023 e março de 2025. O período coincide com a operação de um esquema de desvios de aposentadorias envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviados à CPMI do INSS, as transferências ocorreram entre 3 de novembro de 2023 e 13 de março de 2025. Danielle afirmou que os valores correspondem a parcelas da venda de um imóvel em Trancoso, Bahia, para Antunes. No entanto, a negociação não foi concluída devido à operação “Sem Desconto” da Polícia Federal, que bloqueou as contas de Antunes.

O senador Sergio Moro anunciou que solicitará a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Danielle para aprofundar as investigações, enquanto a publicitária nega qualquer envolvimento com o esquema de corrupção. Em nota, ela afirmou que os pagamentos foram legais e devidamente declarados à Receita Federal.
O caso reacende debates sobre a transparência nas campanhas eleitorais e a relação entre políticos, empresários e esquemas de corrupção. Especialistas destacam que movimentações financeiras registradas no COAF durante investigações em andamento podem gerar desdobramentos judiciais significativos, sobretudo quando envolvem figuras de destaque em campanhas eleitorais.
Com a CPMI do INSS analisando as transações, o episódio evidencia a complexidade do rastreamento de recursos financeiros ligados a políticos e empresários, reforçando a importância de mecanismos de controle e fiscalização mais rigorosos.




























