Mudança na CNH: governo propõe eliminar autoescola obrigatória e baratear habilitação em até 80%

Em meio ao debate nacional sobre mobilidade e acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o governo federal lançou uma proposta que prevê o fim da obrigatoriedade de frequentar uma autoescola formal para obter habilitação nas categorias A (moto) e B (carro). Isso foi destaque no episódio “O Assunto 1569”, do G1, que debateu os impactos e riscos dessa mudança. Agora, surgem novas informações e comparativos jurídicos que mostram como essa proposta está em plena produção — com consulta pública, reações e importância política.

O que diz o “O Assunto 1569”

No episódio, entrevistados destacam:

  • Que o modelo atual é caro, burocrático e inacessível para muitos brasileiros — o custo médio da CNH pode ultrapassar R$ 3 mil.
  • Que a instituição da exigência de autoescola limita o direito de escolha e acaba penalizando quem mora em localidades com poucas unidades de formação.
  • Que substituir autoescola por instrutores autônomos credenciados pode flexibilizar o processo, mas exige garantia de qualidade, fiscalização e padronização.
  • Riscos levantados: queda na formação, insegurança no trânsito, dificuldade de monitorar instrutores, maior vulnerabilidade a irregularidades.

Atualizações sobre o Assunto

  • O governo federal já lançou consulta pública para receber opinião da população sobre o tema. A proposta ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil.
  • A proposta prevê que “candidatos poderão contratar instrutores autônomos credenciados”, e não mais ficar obrigados à carga mínima de aulas em autoescolas.
  • A medida deve atingir inicialmente as categorias A e B — os veículos de uso mais comum por cidadãos.
  • Segundo advogados especializados, embora a mudança gere economia, será necessário cuidado regulatório: autoescolas têm função pedagógica além de simplesmente ensinar direção — legislação de trânsito, boas práticas, interpretação de sinais etc.
  • Estima-se que o custo da CNH possa cair até 80% se a proposta for aprovada na forma ideal.
  • Entusiastas da mudança apontam que mais de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação devido ao custo elevado e à dificuldade de acesso ao modelo atual.

Principais benefícios esperados — e riscos que crescem

Benefícios esperados:

  • Redução de custo e democratização: ao permitir instrutores autônomos, candidatos de áreas remotas poderão ter opção local e mais barata.
  • Flexibilidade de ensino: opções em EAD (teoria), uso de simulações, conteúdos digitais, métodos variados.
  • Liberdade de escolha: o candidato decide se irá por autoescola ou outro modelo, desde que o instrutor seja credenciado.

Riscos apontados:

  • Qualidade da formação: com menor controle, pode haver instruções insuficientes ou precariedade no processo de aprendizagem.
  • Segurança no trânsito: motoristas mal formados contribuem para acidentes — autoescolas garantem que o candidato aprenda normas, boas práticas e contexto legal.
  • Falta de fiscalização: instrutores autônomos precisariam ser credenciados e supervisionados rigorosamente ou a mudança pode abrir brecha para irregularidades.
  • Desvalorização das autoescolas: o setor pode reagir fortemente, argumentando que a medida ameaça empregos e estrutura já existente.

A proposta de “CNH sem autoescola” representa uma ruptura significativa. É ambiciosa na promessa de reduzir custo e ampliar acesso — algo alinhado com o compromisso com a igualdade — mas só será bem-sucedida se vier acompanhada de regulação firme, fiscalização estadual, preparo dos instrutores e garantia de qualidade.

Em Goiás, isso poderá significar menos barreiras para quem mora no interior ou em municípios pequenos que não oferecem autoescolas, mas também exigirá Observatórios no Detran estadual e atenção política local para garantir que a mudança não acabe prejudicando a segurança ou abrindo espaço para fraudes.

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