O governo dos Estados Unidos anunciou o envio do porta-aviões Gerald R. Ford Carrier Strike Group para o Caribe, intensificando a presença militar na região sob o pretexto de combater o narcotráfico internacional.
A decisão, confirmada pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, segue a linha estratégica adotada pelo ex-presidente Donald Trump, que passou a classificar cartéis de drogas como organizações terroristas.
De acordo com o Departamento de Guerra norte-americano, a operação está sob o comando do USSOUTHCOM (Comando Sul dos EUA) e tem como objetivo detectar, monitorar e desmantelar redes ilícitas que possam ameaçar a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e de seus aliados no Hemisfério Ocidental.
“A presença reforçada das forças norte-americanas fortalecerá nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, diz trecho do comunicado divulgado pelo Pentágono.
O Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, se integrará a uma frota já posicionada nas águas caribenhas. A mobilização inclui caças F-35, deslocados para bases militares em Porto Rico, aumentando a capacidade de vigilância e resposta aérea da operação.
Desde o início das ações, dez embarcações suspeitas de transportar entorpecentes foram interceptadas por forças norte-americanas, sendo o caso mais recente registrado próximo à costa da Venezuela.
As operações ganharam força após mudanças na política externa dos EUA, que agora permite intervenções militares fora do território nacional sob a justificativa de combate ao “narcoterrorismo”. Essa reconfiguração estratégica tem provocado reações de países vizinhos, que veem a medida como um avanço militar disfarçado e um risco à soberania regional, reacendendo a tensão diplomática no Caribe e na América Latina.




























