Caiado rebate militância e defende ações policiais no Rio de Janeiro

Em entrevista ao canal Uou, governador de Goiás critica complacência do governo federal e elogia estratégia das forças de segurança no combate ao crime organizado no Rio.

Em entrevista recente, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), defendeu de forma veemente a atuação das forças de segurança na megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra o crime organizado. O governador rebateu críticas de setores da imprensa e de movimentos que questionaram a ação policial, afirmando que o objetivo foi retomar territórios dominados por facções criminosas e proteger a população fluminense.

Durante a conversa, Caiado foi categórico ao responsabilizar o governo federal pelo que ele classificou como “complacência com o narcotráfico” desde o início da atual gestão.

Segundo ele, o país corre o risco de “ficar entregue às facções” caso não haja uma reação coordenada entre os Estados e a União.

Quando eles usam drones, quando lançam bombas e têm um aparato bélico superior ao da polícia, e vocês querem transmitir que os responsáveis são os policiais, isso é inaceitável. O Brasil não aguenta mais essa tese de proteção às facções”, afirmou o governador.

Caiado ressaltou o poder de fogo das organizações criminosas, mencionando o uso de drones, explosivos e armamentos pesados, e elogiou a estratégia das polícias envolvidas, que — segundo ele — atuaram não apenas nas comunidades, mas também nas rotas de fuga dos criminosos.

A estratégia da polícia do Rio de Janeiro tem que ser elogiada, porque foram capazes de sair do campo do complexo e combater na área de fuga dos faccionados”, destacou.

O governador também fez críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que “desde que o Lula assumiu o governo, ele é complacente com o narcotráfico”. Segundo Caiado, cerca de 60% da população brasileira vive hoje sob o medo da criminalidade, o que exigiria uma resposta firme e articulada dos poderes públicos.

Eles têm um exército maior do que a força do governo federal. O Brasil não pode se acovardar, se ajoelhar. É guerra”, declarou o governador.

Caiado ainda afirmou que colocou tropas de Goiás à disposição do Rio de Janeiro para apoiar operações conjuntas e defendeu o endurecimento da legislação penal. Em tom crítico, concluiu sua fala dirigindo-se a comentaristas contrários à operação:

Se vocês acham que não devemos reagir, então entreguem logo o Brasil ao Maduro. Assumam que o Lula é complacente com o crime. O país não pode aceitar o caos como governo.

A entrevista reforçou o posicionamento de Caiado em defesa de políticas de segurança pública de caráter ostensivo e coordenado entre os Estados, enquanto manteve um tom de enfrentamento político em relação ao governo federal.

Marcado:

Siga nossas Redes Sociais

Entre em nosso Grupo no Whatsapp

O diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido por produções de cunho político e histórico, está à frente de um novo longa-metragem intitulado “Dark Horse”, que abordará o atentado sofrido pelo então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. A produção começou em 20 de outubro de 2025 e tem estreia prevista para 2026, prometendo...

Veja Mais Notícias