Flávia Magalhães, brasileira naturalizada estadunidense, alvo de mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes no contexto dos inquéritos sobre as chamadas “milícias digitais”, recebeu uma oferta de apoio jurídico internacional: o empresário Elon Musk colocou uma equipe de advogados à sua disposição para atuar em sua defesa nos Estados Unidos.

Em entrevista, Flávia revelou que os profissionais foram contratados e pagos por Musk, sem qualquer custo para ela. A equipe jurídica entrou em contato com a brasileira, solicitando que comparecesse a Washington para formalizar a prestação de serviços e viabilizar a atuação legal internacional.
Flávia reside na Flórida há 23 anos e obteve a cidadania americana em 2012. Ela relatou estar impedida de retornar ao Brasil desde 2024 e denunciou que seu advogado atual não teve acesso ao número do processo no STF, tornando difícil a defesa ou acompanhamento das acusações.
“Até hoje, meu advogado não sabe do que estou sendo acusada”, afirmou Flávia, evidenciando uma falta de notificação formal e possíveis violações ao direito de defesa.
O caso ganhou repercussão internacional, levantando discussões sobre liberdade de expressão, atuação judicial e proteção de cidadãos que vivem no exterior. Especialistas apontam que a situação de Flávia evidencia tensões entre jurisdições nacionais e internacionais, e questionam a transparência dos processos conduzidos no Brasil contra indivíduos residentes fora do país.
Além disso, a iniciativa de Musk reflete uma intervenção de atores globais em casos que envolvem direitos civis, liberdade de expressão e perseguição política, ampliando a visibilidade da controvérsia e reforçando debates sobre a atuação judicial brasileira perante cidadãos com dupla nacionalidade.




























