Trump propõe reconstrução de Gaza com apoio árabe

Após o anúncio oficial de cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta segunda-feira (13) no Parlamento israelense e revelou um ambicioso plano de reconstrução para Gaza, que, segundo ele, contará com a participação financeira das nações árabes mais ricas do mundo.

Trump afirmou ter sido convidado pelas partes envolvidas para presidir o chamado “Comitê da Paz”, um grupo que, segundo o líder americano, reunirá “as nações mais ricas e poderosas” com o objetivo de garantir a estabilidade e a prosperidade duradoura no Oriente Médio.

Eu acho que todos querem isso. Eu chamei de Comitê da Paz. Acho um nome bonito. Toda nação envolvida pediu para que eu fosse o presidente desse comitê. Eu não contava com isso, mas se temos de fazer, faremos direito. Teremos então uma riqueza e um poder inacreditável. É preciso riqueza para reconstruir”, afirmou Trump.

O presidente americano também agradeceu aos países árabes e muçulmanos que, segundo ele, já se comprometeram a aportar recursos significativos para a reconstrução.

Vários países árabes muito ricos vão colocar uma quantidade tremenda de dinheiro para reconstruir Gaza. Acho que isso vai acontecer, e quando acontecer, vai trazer dignidade, porque as pessoas querem seguir em frente”, declarou.

Durante o discurso, Trump destacou que a iniciativa não é apenas humanitária, mas também estratégica, ao promover estabilidade e prosperidade regional. Ele afirmou que a reconstrução de Gaza será financiada em grande parte por aliados do Golfo, e que o projeto poderá se tornar um símbolo de cooperação e desenvolvimento entre israelenses, palestinos e países árabes.

É muito dinheiro, dinheiro que as pessoas não podem nem imaginar — mas para esses países, não é tanto assim, especialmente porque isso trará estabilidade e sucesso ao Oriente Médio”, disse.

Trump ainda fez menção ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiando sua disposição em buscar soluções econômicas e diplomáticas conjuntas. Segundo o ex-presidente, a união de “poderes econômicos e políticos” é essencial para transformar o acordo em uma paz sustentável.

A formação do Comitê da Paz deve ser formalizada em um encontro no Egito, nas próximas semanas, reunindo lideranças de Israel, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Estados Unidos.

Analistas veem a proposta como a continuação dos Acordos de Abraão, ampliando o eixo de cooperação entre países árabes e Israel. Caso se concretize, o plano poderá representar a maior iniciativa de reconstrução e investimento no Oriente Médio desde 1948, simbolizando o início de uma nova fase de equilíbrio geopolítico e econômico na região.

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