A ativista sueca Greta Thunberg foi deportada de Israel nesta segunda-feira (06) após ser detida pelo Exército israelense enquanto tentava chegar à Faixa de Gaza a bordo do navio humanitário Madleen, da Coalizão Flotilha da Liberdade. A embarcação, que partiu de Chipre, visava entregar ajuda humanitária à região, mas foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais.
Thunberg, de 22 anos, conhecida por sua militância ambiental, estava acompanhada por outros ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila. Enquanto a maioria dos detidos recusou a deportação voluntária, Thunberg aceitou retornar à Suécia. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou sua partida em um voo com conexão na França.
Em declarações após sua chegada a Estocolmo, Thunberg descreveu a abordagem israelense como um “sequestro” em águas internacionais e expressou preocupação com as violações dos direitos humanos em Gaza. Ela também manifestou apreensão pela situação dos demais ativistas que permanecem detidos.
O governo israelense minimizou o incidente, classificando o veleiro como um “yate de selfies” sem relevância significativa. A Coalizão Flotilha da Liberdade, por sua vez, denunciou a ação como uma violação do direito internacional, destacando o bloqueio imposto a Gaza e a escassez de ajuda humanitária na região.
Este episódio destaca as tensões internacionais em torno do bloqueio a Gaza e a crescente mobilização de ativistas em prol de assistência humanitária à população palestina.




























