Em vídeo, apresentador manifesta apoio à megaoperação no Rio, cobra leis mais duras e pede o fim da politização no combate ao crime.
O apresentador Carlos Massa, conhecido nacionalmente como Ratinho, manifestou-se publicamente sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de uma centena de mortos e reacendeu o debate sobre segurança pública no país. Em vídeo exibido em seu programa, Ratinho afirmou que “está muito fácil para bandido no Brasil” e defendeu mudanças na legislação penal, pedindo ao Congresso Nacional que endureça as penas e feche brechas legais que, segundo ele, “favorecem criminosos”.
O comunicador iniciou a fala apresentando o resultado de uma enquete feita com o público de seu programa, na qual 94% dos participantes declararam apoiar a operação, contra 6% de opiniões contrárias. Para Ratinho, o dado reflete um profundo descontentamento popular com a escalada da violência e a sensação de impunidade que, em sua visão, “tomou conta do país”.
“Do jeito que está a violência no Brasil, realmente está muito violenta. Está na hora de fazer alguma coisa. O Congresso tem que botar leis mais duras para bandido aqui”, declarou.
O apresentador também reproduziu um vídeo do influenciador Guilherme Maderitti, no qual são citados casos reais de crianças, jovens e mulheres mortos por facções criminosas em diferentes regiões do país. Entre as vítimas mencionadas estão Alice, de 6 anos, Camila, de 12, Esther, de 22, Enzo, de 5, e Cauan, de 18, todos mortos em circunstâncias violentas atribuídas a traficantes.
A partir desses exemplos, Ratinho defendeu que condutas criminosas devem ser tratadas sem eufemismos ou ideologias, classificando ações de facções como extorsão, violência sexual, domínio armado, tortura e homicídio. Em tom de indignação, criticou a disparidade entre o tratamento dado a crimes e a perseguição de opiniões:
“O Brasil prende comediante por fazer piada e deixa bandido armado controlando o território. Quem extermina, domina e mata não é vítima da sociedade”, afirmou.
Ratinho encerrou sua fala prestando solidariedade às famílias de policiais mortos em serviço, citando nomes de agentes que perderam a vida durante a operação — Cleit, Serafim, Weber, Carvalho, Marcos Vinícius e Rodrigo Veloso — e conclamando o fim da politização das ações de segurança pública.
“Chega de transformar ação em ideologia. Traficante não é vítima. Bandido é bandido. E deve ser combatido”, disse, encerrando o programa com a frase: “É assim que a banda toca.”
A manifestação do apresentador repercutiu intensamente nas redes sociais. Parte do público o aplaudiu como “voz do povo”, elogiando a defesa da atuação policial e a cobrança por respostas firmes do Estado. Outros, porém, criticaram o tom enérgico e generalizador, alertando para riscos de abusos e violações de direitos humanos em operações de grande escala.
O episódio reforça a polarização do debate nacional em torno da segurança pública, da atuação policial e da responsabilidade do Estado, temas que continuam no centro das discussões políticas e institucionais no país.




























