O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi alvo de uma grave ameaça de morte nesta quarta-feira (10), enquanto cumpria agenda no Espírito Santo. A intimidação partiu de Adalto Gaigher, estudante do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que utilizou a rede social X (antigo Twitter) para proferir a ameaça: “Nikolas, eu vou te matar a tiros”. A publicação foi removida após repercussão, mas já havia sido amplamente compartilhada.

A ameaça ocorreu no mesmo dia em que o líder conservador norte-americano Charlie Kirk foi assassinado durante um evento universitário em Utah, nos Estados Unidos. Kirk, conhecido por sua atuação na direita jovem cristã e fundador da organização Turning Point USA, foi baleado enquanto discursava em uma universidade, gerando comoção internacional e reacendendo debates sobre a escalada da violência política e intolerância ideológica.

Em resposta à ameaça, Nikolas Ferreira utilizou suas redes sociais para criticar a postura de militantes de esquerda e afirmar que acionou a Justiça para tomar medidas contra os responsáveis pela intimidação. Ele declarou: “A esquerda forma assassinos, imorais e sem alma. Estudantes que querem matar ou concordam em matar seus opositores políticos. Já mobilizei todos os instrumentos jurídicos e de segurança contra eles. Se querem guerra, conseguiram”.
O senador Magno Malta (PL-ES) reagiu prontamente ao episódio, acionando a Polícia Federal para que o caso fosse apurado e para garantir a segurança do parlamentar durante sua agenda em Linhares, cidade capixaba onde ele cumpriria compromissos na sexta-feira (12). Em nota, Malta destacou: “Fui informado de uma grave ameaça de morte feita contra o deputado Nikolas Ferreira em uma mensagem publicada no X. Um indivíduo, no Espírito Santo, teve a ousadia de dizer que iria matá-lo a balas. De imediato, acionei a Polícia Federal no ES, para garantir todo apoio necessário durante sua agenda na cidade de Linhares. Todas as providências de denúncia e de segurança já foram tomadas”.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou preocupações sobre a escalada da violência política no ambiente digital. Especialistas em direito e segurança política alertam para a necessidade de investigação rigorosa e punição adequada, reforçando que ameaças virtuais, ainda que feitas por meio de redes sociais, configuram crime passível de responsabilização civil e criminal.
A Polícia Federal iniciou as investigações para apurar a autoria e a gravidade da postagem feita por Gaigher, que poderá responder por crime de ameaça e incitação à violência. O episódio evidencia os desafios contemporâneos relacionados à liberdade de expressão, tolerância ideológica e proteção de representantes eleitos em um cenário de crescente hostilidade.




























