Governo teme atrito com EUA por causa da Venezuela

O governo brasileiro manifesta preocupação com o possível surgimento de tensões durante o encontro iminente entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, previstas para ocorrer na Malásia, durante a cúpula da ASEAN. O temor gira em torno da postura do presidente americano em relação à Venezuela, país que tem sido foco de esforços norte-americanos para combater o narcotráfico e de ações autorizadas da CIA em território venezuelano, segundo declarações recentes de Trump.

Enquanto os Estados Unidos têm adotado uma postura firme, inclusive envolvendo o combate a rotas de drogas oriundas da Venezuela e da Colômbia, o presidente brasileiro tem mantido proximidade com Nicolás Maduro, mesmo que de forma moderada. Essa relação tem gerado críticas de analistas e diplomatas, que veem na postura de Lula um risco de comprometer a credibilidade internacional do Brasil e uma possível tensão com Washington.

O governo teme que Trump possa condicionar acordos comerciais, como a suspensão de tarifas, a um posicionamento firme do Brasil contra o regime de Maduro. Apesar disso, Brasília tem descartado alinhar-se diretamente à agenda americana nesse tema. Ao invés disso, há a possibilidade de que Lula se ofereça como mediador para pacificar as relações entre os EUA e a Venezuela, numa tentativa de equilibrar interesses comerciais e diplomáticos, sem romper relações com Maduro.

Especialistas em relações internacionais apontam que a postura brasileira — de aproximação com um regime ditatorial enquanto busca conciliar interesses comerciais com os Estados Unidos — coloca o país em uma posição delicada, sujeita a questionamentos sobre consistência e alinhamento estratégico. A crítica se concentra no fato de que, ao tentar se posicionar como mediador, Lula corre o risco de legitimar publicamente Maduro, cuja administração continua sendo marcada por violação de direitos humanos e crises econômicas.

O encontro entre Lula e Trump será, portanto, observado de perto por governos e mercados internacionais, que avaliarão se o Brasil conseguirá manter uma posição equilibrada ou se a proximidade com o regime venezuelano acabará complicando a diplomacia brasileira e as negociações comerciais em curso.

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