Nascido e criado na Penha, o ex-jogador Fellipe Bastos fez um pronunciamento emocionado em defesa dos policiais mortos na operação e pediu mais ação do Estado para mudar a realidade das favelas cariocas.
Em uma manifestação carregada de emoção e autenticidade, o ex-jogador Fellipe Bastos, nascido e criado na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, fez um apelo público em favor das forças de segurança e das famílias dos policiais mortos e feridos na recente operação no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão.
O ex-atleta iniciou seu pronunciamento relembrando a própria trajetória, marcada por superação e vínculos com a comunidade onde cresceu. Ele destacou que, apesar das dificuldades, teve o privilégio de contar com uma base familiar sólida e oportunidades que muitos dos seus conterrâneos não tiveram.
“Morei 17 anos na Penha, fui criado ali, vi muita coisa. Tive uma base familiar e oportunidades que muitos não tiveram. Muita gente ali é do bem, tem amigos médicos, policiais, pessoas honestas.”
Fellipe enfatizou que muitas pessoas que opinam sobre a violência nas favelas não compreendem a realidade de quem vive diariamente sob o medo e a ausência do poder público. Segundo ele, falar de fora é simples — mas apenas quem experimenta o cotidiano das comunidades entende o verdadeiro peso da criminalidade e da insegurança.
“Quem não vive a rotina da favela não sabe o terror diário causado pelos criminosos. O Estado precisa entrar e permanecer nas comunidades, levando educação e dignidade para quem vive lá.”
O ex-jogador também expressou solidariedade às famílias dos policiais mortos e aos que ainda lutam pela vida nos hospitais, afirmando sua indignação diante da perda de quatro agentes durante a operação. Ele apoiou o trabalho das forças de segurança e defendeu a continuidade da presença estatal nas comunidades, não apenas por meio da polícia, mas também com investimentos em educação, infraestrutura e políticas sociais duradouras.
“Fico indignado pelos quatro policiais mortos e pelos que ainda lutam pela vida. O Estado precisa entrar e permanecer no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão para mudar de verdade a vida das pessoas.”
Encerrando sua fala, Fellipe Bastos reafirmou o orgulho de suas origens e o desejo de ver sua comunidade transformada por ações concretas do poder público: “Sou da Penha com muito orgulho. É o lugar onde fui criado, onde aprendi tudo. Quero ver o Estado olhando de verdade para essas pessoas.”
O pronunciamento, amplamente compartilhado nas redes sociais, repercutiu pela postura equilibrada e pela defesa da atuação policial, ao mesmo tempo em que reivindica presença contínua do Estado nas áreas mais afetadas pela violência — um apelo que reflete a voz de quem conhece, de dentro, a realidade das favelas cariocas.




























